Os afogados

Tendo como cenário histórico a Argentina no período da ditadura, Afogados de forma muito sútil remete e nos coloca frente à questão cruel e terrível dos “desaparecidos”. Maria Teresa Andruetto, como grande escritora que é, remete apenas com relances aos antecedentes que provocaram esta barbárie, ao mesmo tempo que nos envolve numa atmosfera nebulosa, pontilhada de evocações de dias mais serenos.

Ao longo do livro, acompanhamos um jovem casal com seu bebé, no seu desenraizamento de espaços e afetos, e na sua angustia ao descobrir que poderia ter o mesmo fim brutal de outros que também se opuseram ao regime.

Com imagens impactantes que vão para além do texto escrito, Daniel Rabanal cria uma atmosfera que carrega todo o peso e densidade que a história sugere.

Uma história dura e cruel, fundamental para todos os leitores, para preservar a memória e, quem sabe assim, impedir que barbáries assim se repitam.

A tradução primorosa de Marina Colasanti garante a qualidade literária da escrita original.

Um dos melhores exemplos de como trazer uma história dura e cruel em um livro para jovens leitores.
Donde viven los libros

Entramos na história já com a intriga amarrada e Andruetto so faz apertar esse nó.
Adolfo Córdova

María Teresa Andruetto

Prêmio Andersen, 2012 María Teresa Andruetto é uma das mais renomadas escritoras argentina. A construção da identidade individual e social, o rescaldo da ditadura em seu país e o universo feminino são alguns dos eixos de sua atuação. Seus livros, verdadeiros cruzamentos lidos por leitores adultos e jovens, quebram as barreiras geracionais.

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