Curso livre em parceria com PPL e Somas – Literaturas e ancestralidade: inquietações e aproximações político-poéticas
Venha revisitar e ressignificar experiências literárias – como leitor e como mediador de leitura, tomando o conceito de ancestralidade como ponto de observação e reflexão.
Objetivo: instigar o participante a revisitar e ressignificar experiências literárias – como leitor e como mediador de leitura – tomando o conceito de ancestralidade como ponto de observação e reflexão. Passando pelo exercício de identificação de memórias literárias dos participantes, praticando leituras críticas que possam ajudar a identificar como elas afetam (ou podem afetar) nosso imaginário e, por fim, criando abordagens e critérios orientadores para a mediação de leitura de textos que possibilitem pensar e aprofundar a reflexão a respeito da relação entre literaturas e ancestralidades.
Metodologia:
- Partilha de memórias e/ou experiências.
- Rodas de conversa.
- Apresentação de conceitos e propostas de análise de textos literários.
- Leituras e análise de textos previamente selecionados.
Formato: híbrido, com transmissão on-line ao vivo e turma presencial no Acervo África. Rua Jaciporã, 88 – Sumaré, São Paulo/SP (próximo ao metrô Vila Madalena).
Encontro 1 – 18/10 das 18h às 21h30: Que memórias literárias habitam nosso imaginário? Um olhar para as experiências literárias de nossas infâncias e juventudes. O primeiro encontro será dedicado a um exercício de identificação de memórias literárias dos participantes, com especial atenção a obras que tenham marcado a infância e adolescência. Será iniciada também a discussão dos conceitos fundamentais indicados no título do curso: literaturas e ancestralidades.
Encontro 2 – 19/10 das 9h30 às 13h: De que literaturas e ancestralidade estamos falando? Os participantes serão convidados a ler criticamente textos (ou fragmentos), buscando identificar como eles afetam (ou podem afetar) o imaginário dos diferentes leitores que podem acessá-la. Esse movimento terá como elementos orientadores os conceitos discutidos no primeiro encontro.
Encontro 3 – 19/10 das 14h às 17h30: Literaturas e ancestralidade: que aproximações político-poéticas podemos vislumbrar? No terceiro encontro os participantes serão convidados a esboçar, coletivamente, abordagens e critérios orientadores para a mediação de leitura de texto (s) que possibilite(m) pensar (ou aprofundar) a reflexão a respeito da relação entre literaturas e ancestralidade.
Carga horária total: 10 horas e 30 minutos.
Neide Almeida, escritora, poeta, educadora e gestora cultural. Socióloga, mestre em Linguística Aplicada e Especialista em Gestão Cultural Contemporânea. Atua como docente, pesquisadora e consultora na área de leitura, literatura, direitos humanos e relações étnico-raciais. Coordenou o Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil. Participou do GD do PMLLLB, São Paulo, acompanhou a elaboração e processo de implementação de diversos Planos de Leitura, como assessora pedagógica do Programa Prazer em Ler, pelo Instituto C&A. Autora de diversos materiais de referência na área de leitura e de literatura, entre eles: o livro Nós: 20 poemas e uma Oferenda, pela Ciclo Contínuo Editorial (2018); a zine “Nambuê”, pela MoriZines (2017); além de poemas e crônicas em revistas, como a Philos, a Gueto e a Kalango. Participa também de antologias, entre elas “Um girassol nos teus cabelos: poemas para Marielle Franco”, organizado pelo Mulherio das Letras e publicado pela Quintal Edições (2018) e “Nossos poemas conjuram e gritam”, organizada por Lubi Prates, pela Editora Quelônio (2019). Coordena a Coleção Insurgências da Editora Jandaíra, é colaboradora da Revista Emília e integra o Conselho Consultivo do Instituto Ruth Guimarães.
Inscrições: