Por Cecilia Bajour
Objetivo do curso
A metáfora e outras figuras literárias que habitam em algumas obras da literatura infantil estão relacionadas a certos jogos que têm sua origem na infância. Neste encontro, refletiremos sobre como, na construção ficcional de alguns textos literários, parece haver uma semelhança com a arte de brincar. Compartilharemos diversos exemplos sobre a semelhança entre certas figuras retóricas e a lógica do jogo. O objetivo principal é fornecer ferramentas para pensar na dimensão formal do imaginário em alguns textos de literatura infantil.
Encontro único, on-line, dia 21 de outubro. Sábado, das 09h00 às 11h30.
Metodologia
Apresentação e análise coletiva de exemplos literários onde parece estar presente a relação entre figuras retóricas e jogos infantis na construção ficcional.
Na literatura infantil, frequentemente encontramos exemplos nos quais as figuras retóricas se entrelaçam com a natureza lúdica da narrativa. Aqui, apresentaremos alguns exemplos:
1 Metáfora em Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll: Nesta obra clássica, Lewis Carroll utiliza metáforas de maneira constante para criar um mundo surrealista e lúdico. Por exemplo, a famosa frase “Você está tão louco quanto um chapeleiro!” usa a metáfora da loucura para descrever um personagem. Essa metáfora se assemelha ao jogo infantil de fazer comparações extravagantes e absurdas.
2 O jogo da linguagem em Onde Vivem os Monstros de Maurice Sendak: Nesta história, Max entra em um mundo imaginário habitado por monstros. O autor usa o jogo da linguagem ao nomear os monstros e descrever suas ações de maneira que evoca o caos e a diversão próprios dos jogos infantis. A história também utiliza metáforas para explorar as emoções e a imaginação de Max.
3 Elipse e suspense em A Fantástica Fábrica de Chocolate de Roald Dahl: Roald Dahl usa figuras retóricas como a elipse e o suspense para manter os leitores jovens empolgados e curiosos. O mistério que envolve a fábrica de chocolate de Willy Wonka é construído por meio de sugestões e antecipação, criando uma sensação de jogo na mente do leitor.
4 Personificação e metonímia em O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint-Exupéry: Nesta obra, o autor usa a personificação ao dar vida a objetos e animais, como o asteroide B-612 e a rosa. Além disso, ele usa a metonímia para representar ideias abstratas por meio de personagens e situações, convidando os leitores jovens a explorar conceitos complexos de uma maneira acessível e lúdica.
Esses exemplos demonstram como as figuras retóricas são usadas de maneira criativa na literatura infantil para construir mundos imaginários que se assemelham aos jogos da infância. Essas técnicas não apenas tornam as histórias mais atraentes para as crianças, mas também estimulam sua imaginação e capacidade de compreensão literária.
Público
Professores, coordenadores pedagógicos, diretores, supervisores e formadores, bibliotecários, mediadores de leitura, escritores, ilustradores e demais interessados.
Local
Zoom: plataforma on-line. O link será enviado posteriormente.
Observação: curso em formato exclusivamente on-line, não haverá acesso a gravação posterior.
Atenção: curso em castelhano sem tradução simultânea.
Cecilia Bajour
Vive na Argentina, é crítica literária de livros para crianças e jovens, com expressiva atuação na formação de professores e mediadores de leitura. Autora de vários livros, escreve assiduamente em publicações especializadas em literatura infantil, promoção de leitura, educação e bibliotecas em diferentes mídias em toda a América Latina. Membro da Rede de Apoio Emília. Seu livro mais recente Cartografias dos encontros – Entre literatura, silêncio e mediação será lançado em breve pelo Selo Emília em parceria com a Editora Solisluna.
Inscrições: https://emilia.byinti.com/