Neste livro, que reúne artigos de José Castilho publicados no Jornal Rascunho, encontramos as linhas gerais que atravessam décadas de luta pela democratização da leitura no país e pela construção de uma política pública consistente para o livro e a formação de leitores. Inspirador tanto do ponto de vista político quanto filosófico, este é um livro fundamental para todas e todos aqueles que compreendem a leitura não apenas como prática cultural, mas como projeto de vida e de transformação social. Ao longo dos textos, Castilho articula reflexão crítica, memória, experiência e imaginação política, reafirmando o poder da palavra como instrumento de formação humana e de construção democrática.
Como escreve Marilia Pacheco Fiorillo:
NÃO LEIA ESTE LIVRO. DEVORE DEVAGAR.
Livro bom é assim. Nem preciso repetir aqui o notório conhecimento e a exitosa experiência do autor, que o consagra como um craque brasileiro em políticas de inclusão social via leitura. O que torna este livro especial é que ele captura o leitor de imediato. É um livro-conversa. Seja no artigo sobre o filme de Almodóvar, ou lembrando o avô, ou reinventando bibliotecas, Castilho consegue imprimir às suas reflexões uma sensação de proximidade e sintonia, de que fala diretamente conosco e sobre nós, falando de temas tão variados, importantes e urgentes.
O fio condutor do livro é o poder das palavras. Palavras _não os espasmos destrambelhados das redes sociais_ são a porta de entrada do pensamento. Ideias só ganham vida e consistência se encontram sua outra metade, a forma adequada. Palavras para valer são o antônimo de clichês.
Este é mesmo um livro diferente, pois foge ao padrão que se tornou lamentavelmente usual. Nele jamais encontraremos o léxico do insulto, da difamação ou de arengas vazias. É um livro gentil e generoso, embora nada inocente.
Disponível nas principais livrarias!
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