Quando começa a história da liberdade?

O livro “A ditadura é assim” apresenta um ditador. O ditador é um sujeito autoritário e cruel. Ele faz com que as pessoas sintam medo de serem castigadas quando não pensam como ele. Por isso, as  pessoas costumam fingir que o obedecem para não serem mal tratadas. 

Isso explica porque ele consegue governar contra a vontade da maioria, mas ninguém protesta. 

Eu fiquei imaginando que deve ser muito difícil viver cumprindo o que é ditado por alguém, como uma obrigação, sem a nossa participação. 

Esse livro também me fez pensar que toda ditadura é autoritária, mas nem toda pessoa autoritária está numa ditadura. Quando as pessoas tentam impor sua opinião, sem respeitar a opinião das outras, mesmo que seja só uma pessoa que pensa diferente, essa pessoa está sendo autoritária. 

Quando as pessoas constroem cidades, escolas, parques e todos os lugares feitos pra gente se encontrar, mas não constroem com acessibilidade, elas estão sendo autoritárias. 

Às vezes, as pessoas são autoritárias comigo, fazendo coisas por mim sem me perguntar se eu quero ou se eu gosto. Eu sei que elas podem querer ajudar, mas não é legal, é um jeito de mandar em mim. 

O livro diz que quando acaba a história da ditadura, começa a história da liberdade. Eu acho que a gente só pode viver alegre na história da liberdade.

Resenha de Alice Rosa Bacelar, 8 anos, escrita usando o recurso lápis alternativo, com mediação da mamain na varredura das frases, das palavras e das letras.

Sobre o livro

Título: A ditadura é assim
Autor: Equipo Plantel
Ilustrador: Mikel Casal
Tradutora: Thaisa Burani
Coleção: Livros para o amanhã
Editora: Boitatá, 2015

Video produzido por Mariana Rosa destacando as partes do livro que mais impactaram Alice durante a leitura

A leitura do livro “A ditadura é assim” pela Alice foi mediada por sua mãe, Mariana, durante o mês de dezembro de 2022. Elas fizeram duas leituras do livro, dialogando sobre a narrativa. Mariana ofereceu suporte de comunicação, por meio do lápis alternativo e de cartões com palavras e imagens, para que Alice pudesse manifestar sua opinião ao longo da discussão. 

Na segunda leitura, combinaram de destacar as palavras que mais chamavam a atenção de Alice. Por varredura auditiva, Mariana percorria as principais palavras de cada trecho, e Alice sinalizava aquela que lhe interessava mais no contexto do livro. Sua mãe, então, escrevia cada palavra escolhida em um post it, e colando na respectiva página onde ela aparecia. Ao final da leitura, Alice havia feito uma curadoria de palavras que, juntas, expressavam o significado de ditadura

Para a resenha, Alice ordenou as palavras registradas nos post its em uma sequência de apoio a sua escrita. Então, escreveu frases, encadeando-as, usando o recurso do lápis alternativo, com assistência de sua mãe. 

A escrita da resenha se deu em duas semanas, com abordagens em dias alternados, a partir do interesse e da disposição da Alice.

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