Em Manifesto a Crioulização, o escritor, músico e ex-Ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio Sousa, propõe uma reflexão profunda sobre identidade, cultura e convivência humana. Mais do que um fenômeno histórico e linguístico, a crioulização é apresentada como uma forma de estar no mundo, aberta à diversidade, ao encontro e à mistura. Ao afirmar que todos somos, de algum modo, “crioulos”, o autor questiona ideias de pureza cultural e celebra as múltiplas heranças que constituem as sociedades contemporâneas.
O autor

Mário Lúcio Sousa Tarrafal nasceu na Ilha de Santiago, Cabo Verde em 1964. É escritor, cantor e compositor. Foi Ministro da Cultura de Cabo Verde no período de 2011-2016. Uma das figuras mais reconhecidas da cena cultural literária e musical do país, é autor dos romances A última lua de grande homem (2022), O diabo foi meu padeiro (2019), Biografia do língua (2015), O novíssimo testamento (2010), todos publicados pela Dom Quixote/Leya. A única obra publicada no Brasil até então, Meu Verbo Cultura: escritos amorosos sobre cultura e desenvolvimento (organização: Cláudia Sousa Leitão), reúne artigos, entrevistas e discussões e foi lançada em 2016, pela Editora da Universidade Federal da Bahia.
Em sua carreira musical, já realizou shows em mais de 30 países, entre África, Ásia, América e Europa. Tem sete álbuns lançados em carreira solo. É o compositor mais gravado da música de Cabo Verde, com centenas de canções e colaborações com artistas como Cesária Évora, Mayra Andrade (Cabo Verde), Manu Dibango (Camarões) Touré Kunda (Senegal), Paulinho Da Viola, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Djavan, Mariene de Castro, Orkestra Rumpilezz (Brasil), Pablo Milanés (Cuba), Judith Sephuma (África do Sul), Wanda Baloyi (Moçambique), Oliver Mtukudzi (Zimbabué), Orquestra e Coro Gulbenkian (Portugal).
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