A Emília expõe artistas!

Galeria Emília

Ampliar referências, educar o olhar, são vias imprescindíveis para formar bons críticos com sensibilidade estética para escolher e se situar no tão diverso mercado do livro ilustrado. Mas, não apenas, a educação do olhar permeia todos os sentidos e permite apurar as nossas escolhas, aprimorar o nosso gosto.

O cuidado e apuro estéticos não são novidades na Emília, reconhecida também por isso. Os Cadernos foram a primeira vitrine que possibilitou mostrar os trabalhos incríveis de ilustradores como Mariana Zanetti, Anna Cunha, Veridiana Scarpelli, Roger Ycaza, María Luque, Elisa Carareto, Bárbara Quintino e Luci Sacoleira. Muitos deles presentes em peças de divulgação e detalhes nas diferentes seções do Site.  Joana Veloso nos acompanhou, ao longo de 2021, com suas ilustrações belíssimas nas peças de divulgação dos cursos Emília. Anita Prades, sempre presente, como participante do Instituto Emília.

Este espaço se abre para receber artistas que passam a ilustrar nossas principais seções assim como os ilustradores de cada novo Caderno. O propósito é apresentar, ao nosso publico leitor, alguns nomes cujos trabalhos consideramos importantes de serem conhecidos. 

Abrimos 2022 com o trabalho de Juliana Monteiro artista, fotografa que admiramos pela sua extrema sensibilidade, seu olhar, sua apuração estética e seu compromisso com a palavra e a leitura!

Aproveitamos para agradecer a colaboração e confiança destes grandes artistas que tanto contribuíram para nossa trajetória de qualidade e beleza.

Quem é Juliana Monteiro?

Juliana Monteiro Carrascoza nasceu no Rio de Janeiro e vive em São Paulo, onde cursou Linguística e trabalha com as palavras, em salas de aula. Em seu trabalho artístico, utiliza a fotografia como instrumento do dizer e como forma de representar suas investigações poéticas. Além de participar de exposições coletivas em galerias e em museus, publicou, em 2017, em co-autoria com o escritor João Anzanello Carrascoza, o livro Catálogo de Perdas, composto por 40 fotografias e 40 contos. Essa obra foi selecionada pelo Festival Zum, finalista do prêmio Jabuti e vencedora do prêmio FNLIJ nas categorias leitor adulto e projeto editorial. Em 2018, suas imagens foram publicadas no Identicidades, publicação coletiva organizada por Gal Oppido. Em 2020, publicou o livro de artista Pandora e, em 2021, Aprendiz. Do outro lado da porta, diário de artista com exemplar único até então, foi escrito e fotografado entre 2020 e 2021. 

Quer conhecer melhor a Juliana? Acesse Emília Entrevista e julianacmonteiro.com e saiba mais.

UM POUCO SOBRE AS PUBLICAÇÕES

2017 . Catálogo de perdas. com João Anzanello Carrascoza (ed. SESI-SP) 

Catálogo de perdas se inspira no acervo do Museum of Broken Relationships (Zagreb, Croácia), que reúne, em exposições temporárias, relatos e objetos enviados por pessoas do mundo inteiro – símbolos catalisadores de suas relações “partidas”. Este livro apresenta narrativas de perda escritas por João Anzanello Carrascoza e fotografadas por Juliana Monteiro Carrascoza. A sangrar em dois suportes – em ordem alfabética, mas podendo ser fruídas em qualquer sequência –, as histórias proporcionam uma dupla experiência estética e narrativa. Este “catálogo” entrelaça, portanto, duas linhas de força: a escrita da palavra e a escrita da luz, o conto literário e a arte visual, a ficção e a narrativa fotográfica. Uma coletânea sobre perdas definitivas, jamais esquecidas, que resulta numa experiência de leitura intersemiótica.

Dimensão: 18,2 x23cm
Editora SESI- SP
Livro impresso em offset 
Papel couché furioso 

2019 . Identicidades. Publicação coletiva e independente, com organização de Gal Oppido

Identicidade é uma obra coletiva em que fotógrafos foram convidados a buscar sua identificação e intimidade com a cidade de São Paulo. Autores: Roberto de Siqueira Campos, Luiz Di Bella, Daniele Dorico, João Muniz, Duda Ghelfond, Fernando Vianna, Maria Cecilia de São Thiago, Mariana Seber, Juliana Monteiro Carrascoza, Fábio Zerbini, Anderson Santana, Karen Caetano, Gal Oppido.

2020 . Pandora. Livro de artista 

Pandora é um livro de artista que evoca, por meio da experiência provocada pela matéria, a presença da impermanência: o encontro entre a vida, a morte e o que essa dicotomia nos convida a sentir a partir do toque, das fotografias e dos materiais utilizados na obra.

Livro de artista encadernado manualmente e feito com fotografias impressas com pigmento mineral sobre papel kozo artesanal
Berço de madeira entalhada
Exemplar único

2021 . Aprendiz. Publicação independente 

Aprendiz é um livro de fotografias feitas em uma casa constantemente transformada por quem a habita. Nesse lugar, objetos e móveis indiciam o perfil de seu morador, cuja condição psíquica esquizofrênica delimita a percepção sobre a realidade. Não há fronteiras entre pessoa e espaço, delírio e verdade, vontade e ação. O significado de casa ultrapassa o conceito vivido em nossa sociedade. Ali, casa é pessoa. Objeto é sentimento. Palavra é matéria. É como se a casa – e tudo o que está dentro dela – fosse a única possibilidade de comunicação com o outro. É como se a casa fosse o principal referencial de existência do morador, A partir da observação desse ambiente em diferentes períodos, os pensamentos e as descobertas desse sujeito, restritas ao seu mundo íntimo, ganham, com este livro, um novo significado e uma inesperada aprendizagem sobre vivências artísticas, tão comumente observadas em pacientes com transtorno mental.

Dimensões: 20,5x 15,5cm
Luva de papel museu
Livro de fotografia autopublicado em janeiro de 2021
Encadernação manual 
Fotografias impressas com pigmento mineral em papel conqueror connoisseur
Contém uma fotografia impressa com pigmento mineral em Rice paper 
Vinte exemplares 

2021 . Do outro lado da porta. Diário de artista

Do outro lado da porta é um diário de artista, com exemplar único até então, composto por três cadernos: no primeiro, a palavra se mistura a fotografias e a colagens; no segundo, a narrativa é tecida no campo visual, por meio de fotografias; no terceiro caderno, são apresentados desenhos infantis feitos em nanquim. Esta obra, testemunho subjetivo deste tempo em que vivemos, nasceu da impossibilidade de dizer e da possibilidade de não permanecer. 

Dimensões: 14×21 cm
Diário de artista com páginas costuradas e coladas com papel de restauro
Colagem, fotografia, desenhos e escrita manual com pincel e nanquim
Exemplar único 

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