Juntos somos mais fortes!

Rumo a uma rede latino-americana de bibliotecas comunitárias e populares

Construir uma rede é desejar, imaginar e sonhar. Andar em Rede é reunir-se, irmanar-se e abraçar. Pensar em Rede é falar e atuar. Ser Rede é confiar um no outro e na força de caminhar juntos. Fazer Rede é criar interdependências horizontais, deixar-se afetar pelo outro que é diferente, diverso, mas sempre humano. Fazer Rede é criar pontes de comunicação e respeito. Atuar como Rede é coerência e coletividade. Neste propósito de construir e fazer Rede, as bibliotecas populares e comunitárias de diferentes países da América Latina estamos, desde 2017, com um único objetivo: a defesa do direito à leitura como um direito humano.

Diante de um panorama de crise socioambiental e ético-política que a América Latina enfrenta, as bibliotecas populares e comunitárias são uma resposta moral e cultural que se recusa a pensar que o humano é motivado pelo egoísmo, ódio e falta de compaixão. Em um sentido alternativo, a Rede é uma mensagem de fôlego e acompanhamento das diferentes iniciativas realizadas pelas bibliotecas com suas comunidades, por isso é uma maneira de nos dizer que não estamos sozinhos e que nossa presença exige atos de amor e reciprocidade sincera, compassiva e calorosa.

Sob o princípio de “juntos somos cada vez mais fortes”, nasce este projeto. Primeiro, foi uma troca de experiências, conhecimentos, sucessos e preocupações, para que os membros de nossas redes participassem de eventos, visitassem as bibliotecas, conhecendo as comunidades onde estão localizadas, enfim, construindo confiança. Nestas trocas de saberes, visto que nossas realidades são semelhantes e nossas lutas e esperanças também são comuns, começamos com a construção de uma plataforma cooperativa que tornará visíveis nossas trajetórias históricas e geográficas. Dela, a aliança com o Instituto Goethe e várias reuniões que realizamos em Medellín e Bogotá (Colômbia), Buenos Aires (Argentina) e em São Paulo (Brasil). E, como qualquer rede que queira se ramificar, outros relacionamentos foram ativados, tecendo-se outros vínculos, para continuar na proposta de articular outras experiências da America Latina. Nesse contexto, o Peru ingressou nesta rede e continuarão surgindo mais e mais vontades e adesões, sempre com o desejo de convocar o maior número de Redes locais e nacionais existentes para nos complementar, para ajudar e ser ajudado. Ou seja, reciprocidade calorosa e equilibrada.

Agora, nossa principal tarefa é contribuir para uma plataforma digital que gere uma marca dessa irmandade. É uma iniciativa palpável, que podemos ver aos poucos, nos unimos aos caminhos para caminhar juntos, aproveitando os novos formatos e linguagens da comunicação digital. Precisamos nos afirmar positivamente nessa esfera globalizadora, em nossa autenticidade e originalidade diante de um contexto cultural que busca eliminar diferenças em favor de projetos hegemônicos, portanto, nossa experiência e memória devem ser visíveis, acessíveis e inclusivas.

Nesta busca por encontrar nossa essência, que sempre será um trabalho com o passado, o presente e o futuro, estamos construindo um Manifesto das Bibliotecas Populares e Comunitárias que reúne nossos sentimentos, significados e propósitos. Nesta tarefa estão a Red LiteraSampa / RNBC, Vaga-Lume, Beija-flor e REBIPOA e esperamos que, em alguns dias, seja enviado como insumo a ser nutrido e cuidado pelas várias redes com as quais temos contato. Desde sua concepção, acreditamos em uma Rede Latinoamericana colegiada e cooperativa, sem estruturas hierárquicas, de modo que o convite é aberto a todas as redes de bibliotecas populares e comunitárias .

Acreditamos na capacidade do ser humano de transformar-se enquanto transforma seu entorno; assim como temos fé nos ventos do inconformismo coletivo, na resistência criativa e na autenticidade de ser latinoamericanos. A Rede quer fazer parte e contribuir para esse projeto, desde a leitura e a palavra como ação e emoção, como ato e direito cidadão que permite a afirmação da vida, os sonhos e a liberdade. Porque ler libera, escrever cria, conversar junta e ouvir acompanha.


¡JUNTOS SOMOS MÁS FUERTES!
Hacia una Red Latinoamericana de Bibliotecas Comunitarias y Populares.

Construir una Red es desear, imaginar y soñar. Caminar en Red es juntarse, hermanarse y abrazar. Pensar en Red es conversar y actuar. Ser Red es confiar en el otro y en la fuerza de caminar juntos. Hacer Red es crear interdependencias horizontales, dejarse afectar por el otro que es distinto, diverso, aunque siempre humano. Hacer Red, es crear puentes de comunicación y respecto. Actuar como Red, es coherencia y colectividad. En este propósito de construir y hacer Red, estamos desde el 2017 las bibliotecas populares y comunitaria de distintos países de Latinoamérica bajo un propósito: la defensa del derecho a la lectura como derecho humano.

Ante un panorama de crisis socio-ambiental y ético-político que enfrenta Latinoamérica, las bibliotecas populares y comunitarias son una respuesta moral y cultural que se resiste a pensar que lo humano está motivado por el egoísmo, el odio y la falta de compasión. En un sentido alternativo, la Red es un mensaje de aliento y de acompañamiento para las distintas iniciativas que adelantan las bibliotecas con sus comunidades, así pues, es una manera de decirnos que no estamos solos y que nuestra presencia requiere de actos amorosos y de reciprocidad sincera, compasiva y cálida.

Bajo el principio de “ juntos somos más fuertes y sólidos” nace este proyecto. Primero, se trató de intercambios de experiencias, saberes, aciertos y preocupaciones, así que integrantes de nuestras redes participamos en eventos, visitando las bibliotecas, conociendo las comunidades donde están ubicadas, en pocas palabras, construyendo confianzas. En estos intercambios de saberes, al ver que nuestras realidades se asemejan y también son comunes nuestras luchas y esperanzas, iniciamos con la construcción de una plataforma cooperativa que haga visible nuestras trayectorias históricas y geográficas. De allí la alianza con el Instituto Goethe y varios encuentros que hemos tenido en Medellín y Bogotá (Colombia) Buenos Aires (Argentina) y en São Paulo (Brasil). Y como toda Red que desea ramificarse, se activaron otras relaciones, se tejieron otros vínculos, para continuar en la propuesta de vincular otras experiencias de América Latina, en este contexto, Perú se unió a esta Red y seguirán surgiendo más y más voluntades, siempre con el anhelo de convocar a la mayor cantidad de Redes Nacionales que existen para complementarnos, para ayudar y ser ayudados. Esto es, reciprocidad cálida y equilibrada.

Ahora, nuestro principal tarea es contribuir en una plataforma digital que genere una huella o marca de esta hermandad. Se trata de una iniciativa que sea palpable, que podamos ver cómo poco a poco, se nos unen los caminos para andar juntos aprovechando las nuevos formatos y lenguajes de la comunicación digital. Requerimos afirmarnos en esta esfera globalizadora, en nuestra autenticidad y originalidad ante un contexto cultural que busca eliminar las diferencias a favor de los proyectos hegemónicos, por ello, nuestra experiencia y memoria debe ser visible, accesible e inclusiva.

En esta búsqueda de encontrar nuestra esencia, que siempre será un trabajo con el pasado, el presente y el porvenir, estamos construyendo un Manifiesto de las Bibliotecas Populares y Comunitarias que recoja el sentir, los significados y los propósitos. En esta tarea se encuentran la Red LiteraSampa/RNBC Vaga-Lume, Beija-flor –Brasil- y REBIPOA -Colombia- y espera, en pocos días, ser enviado como insumo para que sea nutrida y cuidada, por las diversas redes con las que tenemos contacto. Desde su concepción, creemos en una red colegiada, cooperante y sin estructuras jerárquicas, así que la invitación está abierta para todas las redes de bibliotecas populares y comunitarias.

Creemos en la capacidad del ser humano para transformarse así mismo mientras transforma su entorno; de igual forma, tenemos fé en los vientos de inconformidad colectiva, resistencia creativa y en la autenticidad de nuestro ser Latinoamericano. La Red, quiere hacer parte y contribuir en este proyecto desde la lectura y la palabra como acción y emoción, como derecho y hecho ciudadano que permita la afirmación de la vida, los sueños y la libertad.

Porque leer libera, escribir crea, conversar junta y escuchar acompaña.

RED LATINOAMERICANA DE BIBLIOTECAS POPULARES Y COMUNITARIAS


Imagem: Ilustração de Santiago Regis.


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Autores

  • Jaime Alberto Bornacelly Castro

    Integrante de REBIPOA. Doutorando na área de Memória Social e Patrimônio Cultural na UFPel, Brasil. Professor e pesquisador da Universidad de Antioquia. E-mail: jaime.bornacelly@udea.edu.co

  • Isabel Cristina Bernal Vinasco

    Integrante de REBIPOA. Doutoranda na área de Memoria Social e Patrimonio Cultural na la UFPel, Brasil. Professora e pesquisadora na Universidad de Antioquia. E-mail: icristina.bernal@udea.edu.co

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